quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Camujerê: Juventude, Conhecimento e Participação

No dia 14 de dezembro, o Coletivo Mulher Vida realizou no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, o "Camujerê: Juventude, Conhecimento e Participação". O C.A.I.S do Parto levou os(as) Agentes Cultura Viva do ponto de cultura "De Antena Ligada" para participarem das reflexões sobre direitos sexuais e reprodutivos. A atividade de acorda corpo focada no envolvimento e respeito com o(a) colega foi a primeira atividade realizada e logo após uma apresentação teatral animou as 200 pessoas no auditório.

Maria Luiza Duarte do Araújo, presidente do Coletivo Mulher Vida, e Jaciara França, da Secretaria de Educação de Olinda fizeram uma conversa animada sobre direitos sexuais e reprodutivos com a platéia. Elas instigaram os(as) presentes a reconhecer seus direitos, como por exemplo, o direito de escolher o parceiro ou a parceira; de gostar de homens ou mulheres; de ter quantos filhos quiser; direito à saúde integral e de qualidade; ao acesso a preservativos e métodos anticoncepcionais nos postos de saúde públicos; entre outros. Temas como o aborto, que ainda não é um direito, também foi lembrado. De acordo com Maria Luiza, é fato de que o aborto é praticado e vitimiza principalmente mulheres jovens, negras e pobres e, por isso, deve ser debatido quando se fala em direitos sexuais e reprodutivos. Outro direito bastante citado pela platéia foi o da educação dos filhos. Para os(as) presentes este tem que ser um direito e um dever de mães e pais, igualmente.

Maria Luiza colocou que por causa do preconceito, a sexualidade é vista como algo perigoso. "A nossa sexualidade não é perigosa. Ela é uma necessidade do nosso corpo. E o importante é a gente exercer nossa sexualidade com segurança e informação", disse. Ela completou dizendo que a sexualidade é natural e o que todos e todas devem fazer é praticá-la com segurança e saúde.

Jaciara falou da importância da idscussão sobre sexualidade dentro da escola. Ela contou que a parceria da Secretaria de Educação de Olinda com ONGs que trabalham temas como o da sexualidade começou em 2001, com o projeto Escola Aberta. Ela disse que desde então a prefeitura vem realizando cursos, palestras e outras atividades que tenham como objetivo debater a temática dos direitos sexuais e reprodutivos com a juventude.

Duas jovens do Coletivo Mulher Vida apresentaram informações sobre o tráfico internacional de seres humanos. E lembraram que desde 2002, a organização faz um esforço de manter uma campanha de conscientização sobre o tema em praias e no aeroporto.

Foi apresentado o resultado de um trabalho feito com professores das escolas municipais sobre sexualidade. Os(As) jovens ouviram atentos e no final escreveram propostas sobre como a sexualidade deve ser abortada, tanto nas escolas quanto fora delas.

O documento final será redigido pelo Coletivo Mulher Vida e posteriormente será apresentado.

1 Comentários:

Catarina Raquel Rocha disse...

Olá! Estive na palestra da Sueli durante a I Semana Ecológica da Região Metropolitana do Recife, promovida pela ASPAN. Me interesso muito pelos temas trabalhados pela Cais do Parto. Atualizem a página. Não há mais o site? No blog há notícias sobre realização de eventos, mas senti falta de informações e orientações sobre humanização no parto. Um abraço